7/16/2007

"Mandoquilando"

Fora a sacolada de gols que os comandados de Dunga tocaram nos hermanitos, que pensaram que o jogo já estava ganho, o que mais me marcou foi a forma como Robinho saiu do jogo: "mandoquilando". Essa foi a expressão do "Frei Galvão Bueno", desculpem-me o plágio descarado do Rock Gol da Mtv, o esguio craque saiu mandoquilando devido a um "encontrão", ainda no começo do jogo.

Logo após o jogo recorrí ao Houaiss para encontrar tal palavra, mandoquilando. Resultado: não econtrei. Tentei o google, nada. Wikipedia, muito menos. Depois da frustração o melhor foi relaxar e comemorar duas coisas. A primeira foi a conquista da Copa América por uma equipe que não inspirava confiança a quase ninguém, mas que na vontade sagrou-se campeã. E a segunda foi que a nossa seleção esqueceu seus calções brancos, assim como os argentinos esqueceram de jogar seu futebol, e por sorte ou compentência, pela terceira vez, fez os argentinos bailarem seu tango melancólico com mais um segundo lugar.

7/12/2007

Eu chorei com o Abreu...

Lendo alguns jornais percebi que a minha dor não foi solitária. Junto comigo um dos mais respeitados jornalistas esportivos do RS, Pedro Ernesto Denardin, e uma imensa nação de gaúchos anônimos que fecharam o semblante com a defesa do Doni. O goleiro brasileiro deu três passos pra frente, pegou o pênalti de Lugano e colocou o Brasil na final da Copa América.

Oscar Ruiz, o árbitro, fez que não viu e agora quem vê o título de longe, muito longe, são os uruguaios. Antes de apontarem o dedo pra mim e me chamarem de "herege futebolístico", preciso dizer que sou passional. Vivo de paixão. Emocionei-me ao ver deitado no chão Abreu, o ex el-loco gremista, no empate da escrete azul celeste. Meio time o abraçou e chorou por alguns segundos. Estava ali a essência do futebol, paixão. Um sentimento que move milhões por seus clubes e seleções, mas que no Brasil fica restrito aos clubes.

7/10/2007

O Rio é a síntese do Brasil

A "cidade maravilhosa" está imersa na miséria. Uma aldeia burguesa rodeada por favelas. O Rio de Janeiro é uma síntese de tudo que há de "melhor" e pior no Brasil. De melhor uma das baías mais lindas do mundo, chamada Guanabara. De pior uma lista imensa, mas fico com o famoso jeitinho brasileiro, que tem uma semelhança indissociável da malandragem carioca.

Atualmente temos a Vila Olímpica do Pan, que é o retrato da desiguldade social do país. Acredito que não haja na América Latina complexo esportivo mais moderno que o nosso, assim como não há um complexo de favelas tão imenso em nenhum outro lugar no continente.

Quando digo que o Rio está imerso na miséria é muito mais que uma questão financeira. Os cariocas sofrem de uma anemia intelectual assustadora. Enquanto a Força Nacional segue sua rotina de mantança de negros e pobres nas favelas, os filhos da burguesia seguem sua sina de espancar mulheres, com a ridícula desculpa de que tais mulheres são prostitutas.

Honestamente não tenho nada contra os cariocas, apenas lamento que uma das cidades mais conhecidas do país tenha sido e, ainda, seja palco de episódios lamentáveis. A disneylandia tupiniquim fica por conta do Projac, onde a vida é linda e bela como na novela das oito. Porém a vida é 24h e atrás dos muros existe um mundo real cheio de desigualdades, que serve melhor de retrato a triste realidade brasileira.