7/16/2007

21 Gramas

Texto de Guillermo Arriaga.


Quantas vidas vivemos?
Quantas vezes morremos?
Dizem que todos nós perdemos 21 gramas no exato momento da morte.
Quanto cabe em 21 gramas?
Quanto é perdido quando perdemos 21 gramas?
Quanto se vai com elas?
Quanto se ganha?
21 gramas. O peso de cinco moedas de cinco centavos. O peso de um beija-flor. Uma barra de chocolate.
Quanto pesa 21 gramas?

O mexicano Guillermo Arriaga já teve seu nariz 13 vezes quebrado. Oriundo de um bairro violentíssimo da Cidade do México, tem, justamente, a violência como a tônica de suas histórias. Ele acredita que só "quando temos noção da morte é que passamos a valorizar a vida". O filme, que tem o mesmo nome de seu livro, 21 gramas, retrata a valorização da vida diante da morte, atualmente tão cotidiana em nossa vida.

"Mandoquilando"

Fora a sacolada de gols que os comandados de Dunga tocaram nos hermanitos, que pensaram que o jogo já estava ganho, o que mais me marcou foi a forma como Robinho saiu do jogo: "mandoquilando". Essa foi a expressão do "Frei Galvão Bueno", desculpem-me o plágio descarado do Rock Gol da Mtv, o esguio craque saiu mandoquilando devido a um "encontrão", ainda no começo do jogo.

Logo após o jogo recorrí ao Houaiss para encontrar tal palavra, mandoquilando. Resultado: não econtrei. Tentei o google, nada. Wikipedia, muito menos. Depois da frustração o melhor foi relaxar e comemorar duas coisas. A primeira foi a conquista da Copa América por uma equipe que não inspirava confiança a quase ninguém, mas que na vontade sagrou-se campeã. E a segunda foi que a nossa seleção esqueceu seus calções brancos, assim como os argentinos esqueceram de jogar seu futebol, e por sorte ou compentência, pela terceira vez, fez os argentinos bailarem seu tango melancólico com mais um segundo lugar.

7/12/2007

Eu chorei com o Abreu...

Lendo alguns jornais percebi que a minha dor não foi solitária. Junto comigo um dos mais respeitados jornalistas esportivos do RS, Pedro Ernesto Denardin, e uma imensa nação de gaúchos anônimos que fecharam o semblante com a defesa do Doni. O goleiro brasileiro deu três passos pra frente, pegou o pênalti de Lugano e colocou o Brasil na final da Copa América.

Oscar Ruiz, o árbitro, fez que não viu e agora quem vê o título de longe, muito longe, são os uruguaios. Antes de apontarem o dedo pra mim e me chamarem de "herege futebolístico", preciso dizer que sou passional. Vivo de paixão. Emocionei-me ao ver deitado no chão Abreu, o ex el-loco gremista, no empate da escrete azul celeste. Meio time o abraçou e chorou por alguns segundos. Estava ali a essência do futebol, paixão. Um sentimento que move milhões por seus clubes e seleções, mas que no Brasil fica restrito aos clubes.