7/10/2007

O Rio é a síntese do Brasil

A "cidade maravilhosa" está imersa na miséria. Uma aldeia burguesa rodeada por favelas. O Rio de Janeiro é uma síntese de tudo que há de "melhor" e pior no Brasil. De melhor uma das baías mais lindas do mundo, chamada Guanabara. De pior uma lista imensa, mas fico com o famoso jeitinho brasileiro, que tem uma semelhança indissociável da malandragem carioca.

Atualmente temos a Vila Olímpica do Pan, que é o retrato da desiguldade social do país. Acredito que não haja na América Latina complexo esportivo mais moderno que o nosso, assim como não há um complexo de favelas tão imenso em nenhum outro lugar no continente.

Quando digo que o Rio está imerso na miséria é muito mais que uma questão financeira. Os cariocas sofrem de uma anemia intelectual assustadora. Enquanto a Força Nacional segue sua rotina de mantança de negros e pobres nas favelas, os filhos da burguesia seguem sua sina de espancar mulheres, com a ridícula desculpa de que tais mulheres são prostitutas.

Honestamente não tenho nada contra os cariocas, apenas lamento que uma das cidades mais conhecidas do país tenha sido e, ainda, seja palco de episódios lamentáveis. A disneylandia tupiniquim fica por conta do Projac, onde a vida é linda e bela como na novela das oito. Porém a vida é 24h e atrás dos muros existe um mundo real cheio de desigualdades, que serve melhor de retrato a triste realidade brasileira.

7/08/2007

Calções brancos...

"- Esse calção da seleção não é bonito.", assim disse Galvão Bueno, durante a transmissão de Brasil e Chile, no sábado, 08. Entre dormindo e acordado tentava assistir ao jogo, mas o futebol da seleção há muito não me empolga. Entretanto, a escrete canarinho aplicou uma, desculpe-me o clichê, sonora goleada de 5 a 1 nos chilenos.

Que o Galvão fala bobagens isso não é nenhuma novidade. Seu comentário sobre os calções brancos nada me espantaram, o que me espanta é falta de paixão que essa seleção desperta nos brasileiros, a tal ponto do futebol ficar em segundo plano e a moda tomar conta do debate. A migração de atletas para a Europa mercantilizou o esporte, jogadores milhonários ilustram listas das celebridades mais bem pagas do mundo e o "amor pela camisa" já virou coisa de careta.

Sou antigo, careta e apaixonado. Uma espécie de amor à moda antiga, mas não pela seleção, pelo Grêmio. Meu time não tem um futebol encantador, mas já ganhou muito título na vontade e no apoio da torcida. Meu time não tem muito dinheiro , mas tem vontade, que falta para a seleção. No entanto, a seleção tem calções brancos o que não faz falta nenhuma para o Grêmio.

7/02/2007

Uma bosta...

" achei uma bosta mas tudo bem".. esse é o último comentário que recebi no meu blog.

Fiz questão de copiar e colar, para não cometer injustiças. A única coisa que me ocorre neste momento é um episódio do Chaves.

Tenho um texto de bosta, mas e daí?
Sou um jornalista de meia tigela , mas e daí?
Gosto de cães e acho eles, as vezes (quase sempre), mais agradáveis que alguns humanos, mas e daí?
Adoro ver qualquer programa do Chaves pela enézima vez, mas e daí?
Isso é chamado "baixa cultura" (embora eu não acredite nessa bobagem), mas e daí?
Tenho erros em quase tudo que faço, mas e daí?

O negócio é não esquentar a cabeça e tocar a vida, porque o que dá graça são erros.

Tenho apenas uma sugestão: quando for criticar alguém, usem o português de maneira adequada. É importante colocar a vírgula antes do "mas", já que é exigido para dar idéia de condição. Última coisa. É feio criticar e não colocar o nome, por favor jamais cometam essa gafe.